quarta-feira, 23 de maio de 2007
Aula Convergência Online (2) 23/05/2007
- Editor de notícias: tomar uma noticia e ver como ela será tratada em impresso, radio, televisão e internet.
- Editor de fluxo: ordenamento dos conteúdos passando de uma midia para outra;
- Editor de conteúdos – contextualização, checagem de fontes e dados;
- Editor do formato final – Revisor, tradutor, pós-produção em áudio e vídeo.
II) Características básicas de cada canal de comunicação:
1) Texto – É mais voltado para a reflexão individual. O leitor pode repetir a leitura. Ocupa a atenção total do leitor. Interatividade quase nula, limitada à seção cartas do leitor.
2) Áudio – A principal característica é não ocupar totalmente a atenção do ouvinte, que pode estar executando outras tarefas enquanto escuta. Não permite repetição da informação, portanto a mensagem deve ser clara, direta e breve. Incorpora mais emoção na narrativa do que o texto. Permite interatividade limitada. Reflexão prejudicada pela seqüência de imagens e emoções.
3) Imagens – As imagens podem ser divididas em estáticas e dinâmicas.
a) As estáticas são fotografias e infográficos. Permitem observação detalhada e analítica. As fotos transmitem emoção e enquanto os infográficos explicam situações e visualizam fenômenos abstratos. Não há interatividade.
b) As imagens dinâmicas são as que transmitem mais emoção à narrativa. Os vídeos e filmes geralmente ocupam atenção total. Não permitem repetição, portanto, aplicam as mesmas regras do áudio em matéria de clareza e brevidade da informação. Interatividade é menor do que no áudio e maior do que no texto. Reflexão prejudicada pela seqüência de imagens e emoções.
4) Interatividade – Este recurso disponível permanentemente na internet permite uma troca de experiências, informações e opiniões entre usuários e entre estes e as autoridades e os especialistas. A interatividade pode ser em tempo real ou não, pode ser direta ou mediada. As informações podem ser repetidas quando não entendidas pelo receptor. Baixo grau de emotividade na transmissão de informações. Não requer atenção total dos participantes. A interação entre pessoas favorece a reflexão.
III) Cross Media
A Crossmedia estuda a forma como uma história é contada passando de um canal de comunicação para outro sem solução de continuidade, através dos hiperlinks.
Também chamada de transmedia ou plataformas múltiplas. Ela exige um ambiente multimídia e a convergência de mídias. É um conceito dinâmico que tem a Web como base. É um processo que já é usado em jogos eletrônicos online e em alguns trabalhos artísticos. Mas ainda é basicamente experimental, em especial, nas narrativas jornalísticas, embora alguns sites norte-americanos e europeus a estejam incorporando gradualmente ao seu sistema de coberturas especiais.
Atualmente a aplicação da crossmedia ainda é limitada e predominantemente vinculada ao entretenimento. Há experiências e tentativas noutras áreas:
a) Ficção - Os filmes Matrix ,Star Wars (ver jogo em http://brasil.ea.com/products.view.asp?id=8105 ), Indiana Jones e Senhor dos Anéis, todos baseados numa combinação de filme, livro e jogo. O uso da multimídia nestes casos foi mais um recurso de marketing para maximizar lucros do que uma proposta criativa. Nos casos do Matrix e do Indiana Jones, o livro e o filme se complementam, com o impresso fazendo a contextualização que o filme faz de forma relâmpago. Por sua vez, o jogo envolve o expectador de uma forma muito mais intensa do que o livro e o filme ou vídeo. Há o caso do Poderoso Chefão, que é anterior à revolução da internet mas que acabou se juntando a ela através de um jogo (ver Caso dos jogos da electronic arts versão Brasil http://brasil.ea.com/ destacar jogos Day of Defeat e Fifa Manager e Poderoso Chefão http://www.eagames.com.br/products.view.asp?id=7612)
b) Não ficção – Documentário – Caso do flash Kilimajaro The Crown Of África http://www.altrec.com/features/crownofafrica/
http://www2.helsinginsanomat.fi/english/webortage/kautonen/kautonen2001.html
c) Não ficção – Documentário os escravos negros nos EUA – Flash Jornalismo - http://nytimes.com/library/national/race/magnolia/indexnav.htm# NYTimes conta carloscastilho cvolkmer castilho@brturbo.com o mais completo
d) Não ficção - Jornalismo - Um exemplo de desenvolvimento de reportagem sobre um acidente aéreo - a parte jornalística clássica onde se poderia combinar texto, imagens (filmes de amadores, animações em Flash, gráficos, fotografias, material de arquivo, vídeos com entrevistas e cenas do local do acidente), com sons (entrevistas por telefone, entrevistas radiofônicas, gravação das conversas do piloto, gritos dos parentes das vítimas). Uma parte que se poderia chamar de lúdica onde com o auxilio de simuladores de vôo o usuário poderia reproduzir a rota do avião acidentado ou testar sua capacidade de evitar a queda. E uma parte interativa onde os interessados poderiam trocar idéias, informações e acrescentar detalhes ao material publicado.
e) Reality Shows - Os reality shows chegam à internet Gold Rush da Aol, o Treasure Hunters, da NBC com a MSN e o Runners, do Yahoo com a rede ABC de televisão da Disney. São projetos que misturam jogos, jornalismo, comportamento e negócios, usando vários canais de mídia, principalmente internet e televisão. O Gold Rush pretende ser o mais avançado de todos porque usa a web como plataforma básica e combina episódios reais com situações virtuais. É uma espécie de caça ao tesouro, cujas dicas estarão espalhadas pelos sites da AOL/Time Warner (incluindo ai net, radio, tv, jornais e revistas).
IV) Exercício prático
a) Os alunos formarão grupos para produzir um roteiro da história a seguir, usando os quatro elementos da convergência online segundo as características especificas de cada situação do texto.
b) O essencial é organizar o roteiro, explicando cada passo.
c) Segue o texto:
Professores da USP iniciam greve
Unesp e Unicamp também discutem paralisação. Manifestação dos docentes é por tempo indeterminado.
Professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (23). Eles se reuniram em assembléia às 10h e a votação pelo início da paralisação foi praticamente unânime. Docentes e servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também estão em reunião para decidir se aderem ou não à paralisação.
Com essa adesão, os professores se juntam aos funcionários da USP que já estão em greve e apóiam a manifestação dos alunos - que ocuparam a reitoria da universidade no último dia 3 para protestar contra os decretos do governador José Serra (PSDB), que segundo eles restringem a autonomia e cortam parte dos recursos das universidades. Eles também são contra o novo sistema de previdência proposto pelo governador.
A pauta de reivindicações dos professores também inclui um reajuste salarial de 3,15% (referente à inflação acumulada entre abril de 2006 e abril de 2007), além de um aumento fixo de R$ 200; mais recursos para a educação nas três universidades e também no Centro Paula Souza; uma política específica de permanência estudantil nas universidades e melhores condições de trabalho.
Na assembléia desta quarta, os professores aprovaram uma moção de apoio aos estudantes que ocupam a reitoria e exigem que ninguém seja punido pela invasão do local. Os estudantes foram aplaudidos pelos professores, que foram convidados a visitar o prédio da reitoria ocupada.
Alunos que acompanharam a assembléia arrecadaram cerca de R$ 900 para sustentar a ocupação do prédio da reitoria. Na noite desta terça-feira, os estudantes recusaram a última proposta da reitora Suely Vilela e decidiram manter a manifestação na universidade.
Ainda não há um balanço oficial de quantas unidades de ensino estão paradas e quantos alunos foram afetados. A USP tem 37 unidades de ensino e pesquisa, 80.589 alunos matriculados (entre graduação e pós), 5.222 professores e 15.295 funcionários. Os dados são do anuário estatístico de 2006.
Unicamp e Unesp
A assembléia da Unesp votou pela adesão da manifestação dos professores que acontece nesta quarta-feira, na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo o professor Milton Vieira do Prado Júnior, presidente da Associação de Docentes da Unesp (Adunesp), novas assembléias serão realizadas na quinta-feira (24) nos campi da universidade para decidir se eles entram ou não em greve.
"Os campi da Unesp são espalhados pelo interior então fica complicado fazer uma assembléia unificada. Mas, o fato de os professores da USP já terem aderido à paralisação com certeza terá influência na decisão de amanhã. Não tenho dúvidas de que isso vai mobilizar ainda mais a greve de docentes", afirmou Prado.
Segundo a assessoria de imprensa da Unesp, dos 23 campi da universidade, três já confirmaram adesão ao movimento: Bauru, Marília e Assis. A universidade possui 32 faculdades e institutos, 43.052 alunos (entre graduação e pós), 3.354 professores e 6.837 funcionários.
Balanço feito pela Unicamp, aponta que as aulas foram interrompidas em 15% da universidade, pois cinco unidades estão totalmente paradas e três parcialmente: IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), IA (Instituto de Artes), FE (Faculdade de Educação), FEF (Faculdade de Educação Física), IE (Instituto de Economia), IG (Instituto de Geociências), IMECC (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica).
A Unicamp possui 20 unidades, sendo dez faculdades e dez institutos. Ao todo, a universidade tem 34 mil alunos (entre graduação e pós-graduação), 1.700 professores e 7.500 funcionários.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Convergência no jornalismo online / aula dia 16/5
2) A Web é o canal por excelência em matéria de convergência porque é o único que consegue englobar texto, áudio, vídeo e interatividade.
3) Jornalista polivalente: produz, executa e edita conteúdos jornalísticos pensando em quatro canais de comunicação : texto, imagem (vídeo, foto, gráficos, animações), áudio e interatividade. A interatividade significa a capacidade de conversar com o público para transmitir informação e estabelecer as bases para uma autoria coletiva de conteúdos jornalísticos.- Repórter polivalente – escreve, filma, fotografa, narra em áudio, entrevista, interage (responde emails, participa do Orkut ou do Second Life).- Editor polivalente – Edita em vídeo, áudio, texto e é capaz de coordenar chats, fóruns e animar uma comunidade no Orkut, por exemplo).
4) Tipos de convergência em jornalismo online- Pode haver uma convergência parcial, quando você tem uma noticia ou reportagem só em texto e fotos, ou um vídeo com áudio. Pode haver vídeo, áudio e interatividade (vídeo conferência ou vídeo entrevista).- Pode haver convergência integrada ou não. Integrada quando você desenvolve uma narrativa usando texto, imagens, áudio e interatividade onde estes elementos ganham relevância de acordo com as exigências da ação. É a mais difícil de se produzir e é praticada apenas por alguns países. A convergência não integrada é mais comum e tem um componente como base (em geral o texto) e a partir dele são feitos links para detalhamento das informações.
5) Novas funções do jornalismo convergente:- Editor de notícias: tomar uma noticia e ver como ela será tratada em impresso, radio, televisão e internet. - Editor de fluxo: ordenamento dos conteúdos passando de uma midia para outra- Editor de conteúdos – contextualização, checagem de fontes e dados, - Editor do formato final – Revisor, tradutor, pós produção em áudio e vídeo.
6) Convergência móvelÉ o terreno do telefone celular. As duas principais características do jornalismo móvel: textos extremamente sintéticos e altamente personalizados. O telefone celular é a midia mais personalizada que existe. É quase intima. Textos para celular – torpedos informativos máximo 7 a 8 linhas de vinte a 22 toques, ou seja 175 caracteres com espaço.
7) Exercício – redigir e mandar em celular para um amigo ou colega a seguinte noticia:
Liberados os quatro últimos suspeitos na Operação Moeda Verde
O desembargador federal Luiz Fernando Wowk Penteado, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, liberou as quatro pessoas que estavam presas acusadas de envolvimento na Operação Moeda Verde, em Florianópolis.
Já saíram da sede da Polícia Federal o vereador Juarez Silveira; o secretário afastado da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos de Florianópolis (Susp), Renato Joceli de Sousa; o diretor afastado da Susp, Rubens Bazzo, e o ex-funcionário da Fatma André Luiz Dadam.
As prisões tinham sido decretadas pela Vara Federal Ambiental da capital catarinense, por suposto envolvimento dos acusados na comercialização de licenças e autorizações ambientais na Ilha de Santa Catarina.
Ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa de Joceli de Sousa, o desembargador entendeu que não há mais necessidade de manutenção da prisão preventiva do réu. Como Silveira, Bazzo e Dadam foram presos pelos mesmos motivos, Penteado decidiu estender a eles os efeitos da decisão proferida no recurso de Joceli de Sousa.
Conforme o desembargador, o suposto esquema criminoso foi desmantelado pela Operação Moeda Verde, “arrefecendo a necessidade de custódia ante a improvável possibilidade de retorno aos supostos ilícitos praticados”.
Penteado destacou ainda que não existem elementos concretos a indicar que, uma vez soltos, os acusados venham a atentar contra o processamento da ação como, por exemplo, ameaçando testemunhas ou destruindo provas materiais.
8) Exercício individual – Cada aluno usa a mesma notícia (caso do celular) e produz um roteiro de 20 linhas para uma versão para texto, um roteiro de três minutos para áudio, idem para vídeo e uma quarta versão com 20 linhas para lançar uma discussão numa comunidade virtual tipo Orkut.
9) Exercício coletivo - Usar mesma notícia para desenvolver um roteiro multimídia em ambiente de convergência digital num site web.
10) Referências para consulta:
- Portal Convergência Digital - http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=5994&sid=27
- Operadoras vão pagar por conteúdo produzido pelos usuários http://anabrambilla.com/blog/archives/196
- Mobile Media - texto em inglês sobre o uso de celular para transmissão de informações no Japão http://www.japanmediareview.com/japan/wiki/mobilemedia/
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Fotografia em jornalismo online / aula dia 2/5
- Noticia - a foto é a noticia político flagrado pegando pacote de dinheiro.
- Documental - facsimile de documentos
- Artística – composição de imagens numa foto para transmitir uma idéia do autor da foto
- Emoções e sentimentos – quando a imagem procura reforçar ou criar algum tipo de emoção associada ao texto.
- Ilustrativas – são fotos cuja importância maior está na composição do design da página web. Nestas condições a foto serve para aliviar o peso da imagem do texto.
2) Fotos em blogs
a) Elas são um componente essencial na media em que a fotografia assume a forma de uma narrativa. As historias são contatas através de fotos onde o texto é secundário.
b) Preocupação em associar texto e fotos para desenvolver uma narrativa interada multimídia. O grande desafio dos autores de blogs, que geralmente também são os autores das fotos.
c) Uma foto vale mil palavras, com isto você encurta sintetiza e compacta (zipa) a história que está contando. Mas não pode ser qualquer fotografia. Ela tem que ajudar e acelerar a compreensão da história.
d) Fotos pequenas só para situações onde há um ou dois detalhes a serem destacados. Fotografia com menos de dois centímetros e meio (reais) não funcionam, salvo se você dispõem do recurso de ampliação com mouse over.
e) O maior efeito visual , normalmente é obtido com fotos grandes ocupando toda a largura da coluna de um blog ou 10 cm de largura. Salvo casos especiais, as proporção é 3 x 5 . Mas as fotos devem ter ótima qualidade.
f) Há situações em que é importante chamar a atenção do visitante para um detalhe da foto. Neste caso é necessário editar (cortar) a foto para destacar o que se pretende e eliminar elementos visuais não essenciais. Editores de fotos
g) Às vezes é necessário usar também o texto para destacar ou explicar um elemento da foto.
h) O autor das fotos geralmente é o autor do texto.
3) Fotos em sites de notícias
a) Valem quase todos os itens mencionados nos blogs;
b) O grande desafio do jornalismo online é combinar fotos e texto numa narrativa integrada.
c) Para desenvolver uma narrativa multimídia é necessário preocupar-se com alguns passos básicos: - desenvolver a história (roteiro basico), - ver que aspetos da história podem ser melhor contados em texto, com fotografias, sons, vídeos e interatividade. No nosso caso atual, vamos pensar apenas em texto, fotografias e participação do leitor (interatividade).- Identificadas as partes onde o texto e as fotos são mais adequados, começa-se a montar o roteiro operacional selecionando os trechos de texto e o tipo de fotografia já disponível ou que deverá ser feita.- edição e corte das fotos para adequa-las ao espaço disponível na página e à narrativa textual;
d) Compactação e publicação de fotos- Fotos de máquinas digitais são pesadas e deformam o design do blog- Fotos muito pesadas geram demoras no download da página e irritam o visitante. Uma foto de 500 KB demora dois minutos em linha discada. Máximo de espera 10 segundos.- As fotos devem estar no padrão JPEG ou GIF porque são mais leves, geralmente no tamanho 72 dpis. As fotos originais normalmente tem 300 dpis.- As fotos podem ser editadas em softwares simples como o IrfanView (grátis) ou mais complexos como o Photoshop. Alem de reduzir o tamanho estes softwares fazem a conversão para JPEG e GIF.
e) Arquivamento de fotos- Para publicação as fotos devem estar arquivadas em algum lugar na web porque elas são descarregadas na página a partir de um servidor. (Flickr, Picasa ou Box Net)
4) Slide shows – geralmente com narração em áudio. - ver exemplo http://album.dvd-photo-slideshow.com/flash/flower.swf
- como fazer (software grátis) http://www.flash-slideshow-maker.com/ ou
http://www.microsoft.com/windowsxp/using/digitalphotography/photostory/default.mspx
- tutorial http://www.flash-slideshow-maker.com/faq/blog_photos.php
5) Desenvolver exercicio de combinação de texto e fotos (em aula).
terça-feira, 24 de abril de 2007
Aula do dia 25/4 Convergência Multimidia
2. Breve história da convergência de mídias 1990 – surgem as primeiras referencias à expressão convergência de mídias; 1993 – os jornais norte-americanos começam a comprar emissoras de TV e vice versa visando formar consórcios ou conglomerados informativos; 1994/5 – jornais (Tampa Bay) começam a formar redações conjuntas. Hoje, os principais jornais da Europa e dos Estados Unidos já funcionam com redações integradas. No Brasil, o Globo é o que está mais avançado neste campo;
3. A convergência digital contemporânea tem sido marcada por altos e baixos na tecnologia e por uma sucessão de fracassos em matéria de demanda pelos consumidores:
a) Na tecnologia o problema é a largura de banda e os índices de compressão de sinais. O ideal para a o streaming vídeo na Web é uma banda que aceite 3 megabytes por segundo. Os sistemas mais rápidos disponíveis hoje pelo publico (ADSL – BrTurbo e similares) não passam de 600 megabytes. A Internet a cabo chega a 1,5 megabytes. Só a Internet via radio é que assegura os 3 megabytes. Os programas usados nos vários meios também não são compatíveis ainda. O Pagemaker e QuarkExpress usados na mídia impressa não são facilmente conversíveis para Web, enquanto o Dreamweaver não funciona para mídia impressa. O sistema de imagens também não são compatíveis entre e TV e o vídeo streaming.
b) Na demanda, o problema tem sido a insistência das empresas e usuários em tratar a web e a TV como mídias separadas para objetivos diferentes. Segundo a percepção corrente, a web ainda é basicamente para correio eletrônico e buscas enquanto a TV continua sendo fundamentalmente entretenimento e esporte. Como a tecnologia ainda não permite ter no monitor uma imagem igual a da TV, as pessoas não integraram as mídias. A situação tende a mudar com a introdução da TV Digital.
4. Convergência ou sinergia corporativa – As grandes empresas correram para a convergência achando que ela seria a solução para todos os problemas causados pela necessidade de cortar gastos. Por isto partiram para mega-fusões e incorporações bilionárias (caso Time/Warner/AOL). As organizações Globo aumentaram a interconexão entre os vários veículos de comunicação, embora ainda estejam longe da verdadeira convergência. O conceito de sinergia é mais adequado para tratar da fusão de empresas envolvidas com comunicação digital.
5. Obstáculos culturais à convergência multimídia –
a) A convivência entre profissionais de diferentes mídias nem sempre é fácil. Os jornalistas de jornais, por exemplo, tendem a ver os da TV como superficiais e os da radio como uma categoria inferior. Os da Web nem são considerados jornalistas.
b) Necessidade de treinamento e mudança de rotinas. Os repórteres de jornais deverão aprender a manejar câmeras de vídeo digital, editar fotos digitais e serem capazes de apresentar relatos orais. Já os da TV tem que aprender técnicas de redação, usar maquinas fotográficas digitais e contextualizar a informação;
c) A possibilidade de que a fascinação pela nova tecnologia acabe minimizando a importância que os profissionais darão à investigação jornalística, aos padrões éticos e de responsabilidade social em seu trabalho.
6. Como funciona a convergência jornalística – A Internet é o veículo de comunicação com maior potencial de convergência entre todos as mídias. Por isto quando se estuda a convergência, ela assume um papel preponderante, embora os demais veículos tenham também um papel a desempenhar. Para efeitos de trabalho veremos apenas a convergência jornalística na Internet. O grande desafio é a dosagem das informações e a ênfase noticiosa típica de cada veículo e como se fará a migração de uma mídia para outra em forma contínua;
7. Convergência jornalística – o que muda para o repórter –
a) O profissional deve trabalhar simultaneamente com texto, som, imagens e interatividade; é o profissional multimídia que muitos chamam de repórter abelha;
b) O profissional vai trabalhar para veículos diferentes logo deve entender como cada um deles funciona, quais as suas vantagens e desvantagens comparativas em termos de comunicabilidade da informação;
c) O profissional necessitará de uma habilitação multidisciplinar para poder lidar com o enfoque holístico dos fenômenos sociais, político e econômicos que ele cobrirá;
d) Este acúmulo de qualificações exigirá um treinamento especial, o que está levando muitos a afirmar que só um super-repórter poderá executar tantas tarefas. Profissionais que migraram de veículos como jornais para a informação multimídia online devem deixar para trás a cultura do meio de onde vieram. O ideal é criar equipes de profissionais oriundos de diferentes mídias ou sem experiência previa em nenhuma delas;
e) O repórter estará a maior parte do tempo fora da redação em contato com a comunidade, com os fatos ou processos e em comunicação permanente com seus chefes. Ele deve estar preocupado com a atualidade, contexto e troca de informações com outros repórteres. Não saberá o que vai ser usado;
f) Desaparece o fechamento de matérias, a informação é um fluxo continuo e o trabalho é feito em turnos;
g) As redações serão unificadas e surgirão algumas novas funções como: administrador do fluxo de informação (o que vai para onde e como), desenvolvedor de conteúdos (fará a adaptação das pautas para cada mídia), editor de notícias ( pesquisa os desdobramentos e links de cada reportagem) e o revisor da copia final (revisa a edição e conteúdos finais);
8. Desenvolvimento de conteúdos na convergência multimídia:
a) Cada tema deve ser avaliado em função de alguns itens adicionais às exigências jornalísticas usuais como relevância, atualidade, interesse, fidedignidade, dimensão relativa.
b) Alguns dos novos itens a serem avaliados são: personagens, narrativa, visualização, tipo de apelo que desperta no público, facilidades técnicas disponíveis. Esta coordenação visa orientar repórteres e editores no destaque das características especificas de cada veículo em matéria de comunicabilidade;
c) Desenvolvimento do enfoque regional e local. Levar em conta o micro-local para mídia impressa.
9. Possíveis padrões online – Ao produzir um conteúdo informativo online, o editor deve:
a) Analisar se o material é predominantemente visual, interpretativo, analítico, auditivo, narrativo ou interativo. Isto o ajudará a determinar com o material será apresentado. Mesmo que o apelo principal seja auditivo ou interativo, a natureza da web impõe que ele seja apresentado de forma textual para o usuário poder identificar a história;
b) Determinar a abrangência do material: se é local, que tipo de enfoques locais (se for adequado a mais de um local);
c) Eleger os cinco ou seis itens mais importantes do conteúdo e organizar as informações em torno a cada bloco de informação. Isto permitirá a leitura, audição, visualização ou navegação não lineares ( o leitor cria a ordem de leitura etc...);
d) Desenvolver uma estrutura de navegação ( mapa do site) para o usuário deslocar-se dentro do conteúdo em se perder e sem demasiados cliques;
e) Cada página web criada deve ter os elementos indispensáveis para orientação do usuário e também o máximo possível de ferramentas de interatividade;
f) Só depois disto é que começará a produção do texto, áudio, imagens ou processo interativo com os usuários. Quando não houver imagens disponíveis é possível simular a realidade através de animações em Flash ou outro programa de animação. A animação pode ser usada também na TV.
10. Novos formatos de narrativa – A multimídia informativa na Web terá o inédito desafio de incorporar o publico na narrativa jornalística. Nenhum outro meio de comunicação pode fazer isto com a profundidade e intensidade do chamado jornalismo online. Isto pode ser resumido nas seguintes características:
a. Narrativa não linear – o usuário estabelece como vai navegar pela matéria;
b. Autoria compartilhada – O autor não é o dono do conteúdo e sim o seu inspirador e supervisor;
c. Conteúdo em permanente evolução. Não há texto definitivo, por exemplo. Pode ser mudado a qualquer momento.
d. Teoricamente não há limitação de espaço, ao contrario das mídias impressa e áudio-visual, que possuem limitações físicas;
e. O público pode interagir com o autor, com os protagonistas e personagens, bem como entre si;
f. Noticiário lúdico – os jogos passam a fazer parte da informação; caso do jogo sobre o Iraque.
11. Jornalismo de imersão – É o próximo passo da multimídia, o usuário ganha o poder de simular sua participação em reportagens e eventos, usando recursos de 3D e animação interativa. Aumenta ainda mais o poder do usuário determinar não só o que e quando ele vai ver, mas principalmente como. A animação passará a ter uma importância inédita na informação jornalística.
12. Exemplos de convergência –
a) Caso da reportagem When Workers Die - http://www.nytimes.com/ref/national/WORK_INDEX.html , versão PBS http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/workplace/ , versão CBC http://www.cbc.ca/fifth/pipes/index.html;
b) Los Amores – http://www.clarin.com/diario/2006/12/21/conexiones/amores_home.html
c) Blog Sudaquia URL: http://weblogs.clarin.com/sudaquia/
d) Becoming Human http://www.becominghuman.org/
e) Kilimadjaro http://www.altrec.com/features/crownofafrica/
f) Combinação de Flash e HTML (versões diferentes) http://www.360degrees.org/
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Aula do dia 11/4/2007 Jornalismo Cidadão
1) Origens do jornalismo cidadão
- Jornalismo Cívico
- Voyeurismo jornalístico
- Resistências institucionais
- Projeto Pew Center
- Isenção jornalística
- Crise do conceito de jornalismo cívico
2) Jornal pessoal
- Negroponte e o Daily Me
- Cultura da Recomendação
- Weblogs
3) Os amadores do jornalismo
- Blogs jornalísticos
- O público produz notícias
- Podcasts
4) A polêmica conceitual
- Weblogs mexem com a rotina jornalística
- Profissionais resistem
- A guerra na internet
5) Credibilidade
- Sistemas de reputação
- Crise de credibilidade da imprensa convencional
6) Contextualização
- Relativização dos contextos
- Inteligência coletiva
- Conhecimento tácito e explicito
7) Legitimidade profissional
- O público decide quem é jornalista
- A empresa é dona da credibilidade do profissional
8) Novos conceitos da profissião de jornalista
- Prática em vez de profissão;
- Ninguém é dono do jornalismo
- Jornalismo em rede
- Jornalismo na cauda longa
- Comunidades de informação
9) Tendências
- Jornalismo deixa de ser sinônimo da liberdade de expressão
- Jornalismo perde sua identificação com a democracia
- Integração profissionais/amadores
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Aula dia 04/04 Blogs Jornalísticos
Produção de blogs jornalísticos
1) Pelo menos 30% dos 70 a 80 milhões de blogs existentes no mundo dedicam-se à coleta e distribuição de informações jornalísticas de utilidade pública. Isto dá mais ou menos 24 milhões de pessoas, ou seja, quase a vigésima parte de todos os jornais vendidos diariamente no mundo.
2) Os blogs estão mudando a cara do jornalismo. Um número cada vez maior de profissionais está migrando para a blogosfera, da mesma forma que os jornais estão buscando nela novos talentos.
3) Além disso, é uma forma de conseguir colunistas a baixo preço explorando a chamada cauda longa = nichos de informação especializada que jamais seria viabilizados num jornal impresso passam a sê-lo na internet, graças aos blogs.
4) A falsa guerra entre blogueiros e jornalistas – Texto do Jay Rosen sobre a falsa guerra entre jornalistas e blogueiros:http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2005/01/21/berk_essy.html
5) Jornais criam blogs, aderem ao jornalismo cidadão. Caso Ohmy News.
6) O negócio da imprensa mudou: antes os provedores de conteúdo dominavam, agora é a vez dos consumidores de conteúdo.
7) O fim dos intermediários. As pessoas tem acesso direto ao publico e não dependem mais de jornalistas para chegar até o público.
8) Há um novo contrato entre os provedores de noticias (governo, empresários e show biz) e os distribuidores de noticias (jornais e jornalistas). O novo contrato inclui os independentes. O grande jornalismo perdeu a hegemonia e está perdendo o glamour. Os repórteres da TV Globo gostam mais dos blogs pessoais do que de aparecer no vídeo. Caso William Waack.
9) Credibilidade da imprensa em baixa – em 1988, 58% dos norte-americanos acreditavam piamente nos jornais. Hoje, apenas 38% fazem o mesmo. A credibilidade dos blogs não ocupou o espaço vago. As pessoas estão descobrindo novo parâmetros de credibilidade online.
10) Os jornalistas herdam a credibilidade dos jornais. Os blogueiros a constroem desde a base e com a vantagem de que a sua credibilidade surge de um contato direto com os leitores, coisa que não existe nos jornais impressos. Por isto eles tendem a menosprezar a credibilidade dos blogueiros.
11) Os blogueiros se vêem como profetas de um novo tempo, pregadores do evangelho das novas tecnologias, enq uanto os jornalistas tradicionais os vêem como um bando de amadores tentando assaltar o templo da credibilidade, da liberdade de imprensa e dos valores tradicionais. Trata-se de um debate sem sentido. A ascensão dos blogs no implica na morte do jornalismo profissional.
12) Os blogueiros podem ser jornalistas da mesma forma que os jornalistas nem sempre exercem a profissão quando publicam noticias não conferidas ou informações distorcidas. Ninguém é dono do jornalismo.
15) Exercício de condensação de textos (em aula). Reduzir primeiro para 20 linhas e depois para 10 linhas, o texto que se encontra no seguinte endereço: http://jol-assesc.blogspot.com/2007/03/texto-para-leitura-e-analise-critica-em.html Tempo de execução 30 minutos. Enviar os textos para castiho.aulas@gmaill.com até as 20:15 horas.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Texto Online - roteiro aula do dia 28/4/2007
1) O principio é o mesmo do jornalismo impresso
a) Investigar, editar, contextualizar e publicar informações e notícias que contribuam para que o público possa tomar decisões em seu benefício.
b) Oferecer diversão e educação aos seus leitores, espectadores e ouvintes.
c) Você precisa pensar antes em quem vai ler o texto.
d) Organizar a estrutura do texto, o que você vai contar.
e) Diferença entre texto e narrativa
2) O texto no jornalismo online está aos poucos abandonando a ditadura da teoria da pirâmide invertida por conta da expansão da narrativa não linear em ambiente multimídia.
3) O jornalismo online caminha para a ampliação do uso de uma narrativa baseada em blocos de informação não hierárquicos onde o navegador pode escolher a ordem de navegação.
a) A maioria dos internautas não lê na Web. Eles escaneiam as páginas para garimpar informações;
b) Eles guardam apenas algumas frases;
c) Os leitores não gostam de textos longos porque sentem-se forçados à leitura quando não
gostam do que lêem. Textos menores lhes dão a liberdade de pular para outro mais interessante;
d) Textos com propaganda irritam os leitores.
e) Em textos longos é necessário criar uma estrutura de temas para orientar o leitor;
f) Utilize ao máximo textos com marcadores (números ou círculos negros);
g) Parágrafos em espaço duplo. No texto espaço simples.
h) Fonte verdana 10 é o padrão.
i) Linhas de no máximo 70 caracteres com espaço,
j) Cada frase uma idéia ou no máximo duas quando são relacionadas;
k) Tente sempre deixar claro para o leitor que perguntas o texto pretende responder.
4) Os textos online devem ser mais curtos, mais diretos e em linguagem coloquial porque a leitura na tela é 25% mais cansativa que no papel. Além disso, os links tendem a dispersar a atenção do leitor portanto você deve dizer o máximo possível em poucas palavras porque depois o visitante vai embora.
5) A leitura dos textos online segue o padrão F conforme mostraram pesquisas com um equipamento chamado EyeTracking. (http://www.criarweb.com/artigos/270.php e http://www.poynterextra.org/eyetrack2004/main.htm )
6) Níveis de leitura:
a) O texto online, tanto linear como não linear, tem quatro níveis diferentes de leitura:
b) Superficial : titulo e chamada, importância dos títulos
c) Leitura Dinâmica: palavras ou expressões em negrito, scanning
d) Leitura completa : até o final do texto;
e) Leitura em profundidade: após a leitura completa, o usuário navega pelos links da reportagem, artigo ou notícia.
7) Narrativa hipertextual. Links
8) Hoje ainda temos uma narrativa basicamente linear. Mas nos próximos anos passaremos cada vez mais a experimentar narrativas não lineares. Por isto vamos estudar as duas modalidades:
9) Narrativa linear
a) Obedece a estrutura da pirâmide invertida. O mais importante no inicio seguindo-se um ordem decrescente em relevância informativa.
b) Ordem direta, frases curtas, textos de no máximo 256 a 30 linhas.
c) Em caso de textos muito longos é preferível dividí-los em blocos secundários, linkados a partir do texto principal.
10) Narrativa não linear
a) Estrutura de blocos de informação;
b) Cada bloco tem um tema principal e deve dar ao leitor uma idéia geral do todo, criando expectativas sobre os demais blocos.
c) Exemplo
11) Narrativas multimídia
a) Texto,
b) Áudio,
c) Vídeo,
d) Slideshow,
e) Animações,
f) Gráficos.
Exercícios
1) Escrever um texto de 500 palavras para o blog
2) Reescrever
3) Fazer critica do texto Redefinição do Noticiário Online
4) Analisar textos do blog com base no que foi dito hoje em classe e fazer um post critico do conteudo do blog.